quarta-feira, 25 de outubro de 2017

BANCO ORIGINAL, DIGITAL, MAS NEM TANTO

Minha mensagem para o Banco Original é auto-explicativa. Foi enviada em 11/10/17 para ouvidoria@original.com.br e para quem me foi identificado como "meu" gerente marcos.machado@original.com.br. Até hoje, 25/10/17 não recebi qualquer retorno.


Prezados, 

Abri uma conta no Original, "um banco 100% digital..." como está explícito na home page, no folder etc. Unicamente em razão deste posicionamento é que abri a conta. E gostei da experiência, foi simples e digital. Só que...

Abri como conta individual, não me atentei que minha conta num "banco analógico" é conjunta com minha esposa e, ao fazer uma transferência para iniciar meu relacionamento com o Original, a transferência retornou pois ambas as contas devem ser conjunta. Não entendo a razão desta exigência, mas quem sou eu para discutir com o BC!

Entrei em contato com vocês para fazer a inclusão de minha esposa como co-titular. Eis que sou surpreendido com a informação de que a inclusão só poderia ser feita de modo "presencial"!!!!! E tal deveria ser feito com o agendamento da vinda de um representante do banco a Petrópolis onde moro!!! Ou o banco gostaria que nós fôssemos dar um passeio em Sampa?

E aí eu não entendi nada. Como? Eu posso abrir a conta remotamente mas não posso incluir um co-titular do mesmo modo? De modo original, o banco precisa olhar nos olhos de minha esposa para se certificar de... de quê mesmo?

E se eu morasse em Roraima? No Acre? Em nenhum momento do processo de abertura de conta me foi dito que vocês só aceitam clientes da cidade de São Paulo.

Pedi o encerramento da conta, o que já foi finalizado.

A se tomar tal fato como procedimento padrão necessário e obrigatório, o slogan do banco deveria mudar para "o banco quase 100% digital".

Como dizia um personagem do Jô Soares, "Eu só queria entender!".

segunda-feira, 20 de março de 2017

SARAIVADA DE INCOMPETÊNCIA


Desde o dia 23/1/17, data da compra, estou aguardando a entrega dos livros pela SARAIVA. Não é a primeira vez que eles recebem e não entregam. Como na vez anterior era apenas um livro de baixo valor, preferi deixar pra lá para não perder ainda mais dinheiro e energia. Mas desta vez, são 4 livros. Fui à luta neste 20 de MARÇO de 2017 (mais de 50 dias depois). 

Primeira providência: checar no site da livraria o status do pedido. Pela imagem abaixo, pude conferir: "Pedido em transporte".

Segunda providência: acionar o chat de atendimento ao cliente. 

Depois dos cumprimentos de praxe, solicitei uma explicação por ainda não ter recebido o pedido (fornecendo o número). O atendente me pediu o meu emeio e a lista de livros do meu pedido. Estranhou??? Mas foi isso mesmo. Reproduzo, resumido, a sequência do diálogo:

EU
Se eu estou aqui, é porque estou logado. Para logar, tive que fornecer o emeio e a senha. Portanto, aguardo a respota à minha indagação.
15:42:08
THIAGO ALVES SILVA
Assim que o senhor me informar os dados informados senhor Paulo.
15:42:25
Solicitados*
15:42:31
EU
Vou informar em uma audiência na justiça. Até lá.
15:43:46
THIAGO ALVES SILVA
Posso deixar registrado que o senhor se recusa a informar os dados solicitados para o auxilio?
15:44:47
EU
Não, pois não me neguei a nada. Tudo o que vc pediu, vc já tem. Registre apenas a incompetência de vcs.
15:45:29
THIAGO ALVES SILVA
Por favor me informe o e-mail do cadastro e o título do livro.
15:46:20
EU
Desconversa encerrada. Se aí é um circo, ou hospício, aqui não é nenhum dos dois.

Coincidência, Saraiva foi um personagem intolerante interpretado, se não me engano, por Lúcio Mauro.

E até hoje, 25/10/17, a Saraiva não deu qualquer retorno, mas ficou com meu dinheiro.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O ESTADO BRASILEIRO PERDEU O MONOPÓLIO

Até alguns anos, víamos o Estado como detentor do monopólio da buRRocracia. Não é mais assim.

Venho observando (e posso aposta, você também) que, principalmente as grandes empresas prestadoras de serviço - tais como bancos, planos de saúde, telefonia, energia etc. -, estão empreendendo esforços/investimentos significativos para, mais que habitarem o mundo da buRRocracia, se tornarem líderes no atazamento da vida dos cidadãos. 

Veja se não tenho razão neste relato da minha intenção de cadastrar em débito automático a cobrança de meu plano na Bradesco Saúde.

Nota prévia relevante: Até hoje, identifiquei 2 processos para realizar isto: a) a conta já vem com um código para você cadastrar diretamente no seu banco a cobrança, processo mais inteligente, simples, prático; e b) a conta vem com seu código de usuário e um telefone para o qual você liga, fornece seu código, os dados de sua conta e... pronto, não é tão inteligente, mas não tem buRRocracia.

Já o processo da Bradesco Saúde beira as raias da insanidade. Vamos ao passo-a-passo.

Entrei no site e encontrei um telefone SAC. Liguei, passei pelas inevitáveis etapas e cheguei a uma atendente.

Me identifico, digo o que desejo, ela me passa um protocolo com trocentos números e me responde que "aguarde um momento que vou fazer uma consulta de como o senhor deve proceder".

Aguardo. Aguardo. Aguardo. Volta ela e me diz que:

- O senhor deverá ligar para um outro número que vou lhe passar agora.

Ligo para o novo número.

Me identifico, digo o que desejo, ela me passa um protocolo com trocentos números, me pede alguns dados para confirmar que eu sou eu e passa as seguintes instruções:

- O senhor vai receber um emeio contendo um formulário que deverá ser preenchido, assinado, digitalizado junto com os documentos de cpf e identidade, anexados a uma mensagem eletrônica cujo endereço vou soletrar agora para o senhor, e que deverá nos ser enviada no prazo de 24 horas. O cadastramento será efetivado num prazo de até 15 dias.

!!!!!!!!!!!! Eu comecei a rir e perguntei: isto porque sou cliente do Bradesco?

Nem fiz os questionamentos óbvios:

1) O endereço não consta do emeio que vou receber!!!??? (*)

2) Eu só tenho 24 horas para responder!!!???

3) A Bradesco Saúde vai levar até 15 dias para tomar esta simples atitude que é mais benéfica a ela do que a mim?

Recebi o tal formulário. Impraticável seu preenchimento. É um documento que se constitui em aditivo ao contrato do plano. Desisti. Deixa como está.

Estou começando a ficar paranoico. Estou ficando convicto que há um complô formado por grandes empresas para nos transformar a todos em zumbis. Não os de Palmares, mas aqueles dos filmes de terror.

Em tempo: com a Unimed foi fácil e rápido, portanto, não há o que a Bradesco Saúde alegar.


(*) A cultura da Bradesco Saúde transmite a seus funcionários um complexo de inferioridade, haja vista o emeio que me foi soletrado:

backoffice.recebimento@bradescoseguros.com.br




terça-feira, 30 de agosto de 2016

O RETRATO DA BURROCRACIA HIPÓCRITA

Reproduzo vídeo da fala do deputado Nelson Marchezan, PSDB-RS, na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, feita em setembro de 2015.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

EVOLUÇÃO NA CONTRAMÃO

Hoje, 23 de agosto de 2016 na imprensa nacional:

1) Na coluna do Ancelmo, referência à nota da Supervia informando que na 4ª feira, 17 de agosto, em meio às Olimpíadas, transportou 735 mil pessoas. Mas nas décadas de 70 e 80, há mais de 30 anos, portanto, os trens da Central do Brasil transportavam por dia mais de 1 milhão de passageiros pagantes.


2) Há 50 anos atrás fiz minha Carteira de Trabalho. Tirei uma foto 3x4, juntei uma certidão de nascimento e fui ao posto da autarquia e de lá saí com ela nas mãos. Hoje, ouço no noticiário que a espera para tirar o documento, no Rio Grande do Norte, é de 5 meses após fazer agendamento pela internet. Isto quando o país atravessa um dos períodos de mais alta taxa de desemprego de sua história!!! Pior, isto está acontecendo porque o sistema foi totalmente informatizado!!!!!!!!!!!!! Pior. O problema ocorre em outros estados, como Alagoas e Goiás.

O QUE NÃO PARA DE CRESCER? BURROCRACIA

ou NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA

Neste artigo nas páginas de opinião, de O Globo de 22 de agosto de 2016, dois professores da USP, Cristiano de Sousa Zanetti e Erasmo Valladão, junto com Nelson Eizirik, da FGV, fazem um alerta para a votação do projeto de Código Comercial na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

A gravidade está no parágrafo que aqui reproduzo.



Quando vamos deixar de complicar e começar a tornar as coisas simples para todos?