terça-feira, 30 de agosto de 2016

O RETRATO DA BURROCRACIA HIPÓCRITA

Reproduzo vídeo da fala do deputado Nelson Marchezan, PSDB-RS, na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, feita em setembro de 2015.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

EVOLUÇÃO NA CONTRAMÃO

Hoje, 23 de agosto de 2016 na imprensa nacional:

1) Na coluna do Ancelmo, referência à nota da Supervia informando que na 4ª feira, 17 de agosto, em meio às Olimpíadas, transportou 735 mil pessoas. Mas nas décadas de 70 e 80, há mais de 30 anos, portanto, os trens da Central do Brasil transportavam por dia mais de 1 milhão de passageiros pagantes.


2) Há 50 anos atrás fiz minha Carteira de Trabalho. Tirei uma foto 3x4, juntei uma certidão de nascimento e fui ao posto da autarquia e de lá saí com ela nas mãos. Hoje, ouço no noticiário que a espera para tirar o documento, no Rio Grande do Norte, é de 5 meses após fazer agendamento pela internet. Isto quando o país atravessa um dos períodos de mais alta taxa de desemprego de sua história!!! Pior, isto está acontecendo porque o sistema foi totalmente informatizado!!!!!!!!!!!!! Pior. O problema ocorre em outros estados, como Alagoas e Goiás.

O QUE NÃO PARA DE CRESCER? BURROCRACIA

ou NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA

Neste artigo nas páginas de opinião, de O Globo de 22 de agosto de 2016, dois professores da USP, Cristiano de Sousa Zanetti e Erasmo Valladão, junto com Nelson Eizirik, da FGV, fazem um alerta para a votação do projeto de Código Comercial na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

A gravidade está no parágrafo que aqui reproduzo.



Quando vamos deixar de complicar e começar a tornar as coisas simples para todos?

terça-feira, 12 de julho de 2016

A PROVAÇÃO DA... PROVA

"Provação: dificuldade, situação aflitiva ou sofrimento muito grandes, que põem à prova a força moral, a fé religiosa, as convicções etc. de um indivíduo."


Não está sendo simples renovar passaporte. A espera para receber um é de 45 dias, anunciava a Polícia Federal antes de a máquina da Casa da Moeda quebrar. 

O meu e de minha mulher estão expirando este mês. Então, fui ao site providenciar o início do processo. Pagar a taxa. Paguei pelo "internet banking". Dia seguinte tentei agendar uma data na opção de marcar os dois para uma mesma data e horário. Tentei, tentei e nada. 

Fui ao posto da PF. "Ah, mas o senhor tem que esperar 72 horas para poder agendar". Voltei pra casa. Esperei 96 horas. De novo tentei agendar e... nada: "O local de atendimento tem que ser o mesmo". Óbvio, ou a PF acha que vou agendar pra mim no posto da Barra e para ela em... Nova Iguaçu, só de... sacanagem!? Ela não merece!

Pensei, pensei e... eureca! Agendei em separado. Primeiro um, depois outro. O que aconteceu? Um ficou para o dia 12 às 11:03 (reparem na precisão Suiça!) e ou outro para... dia 12 às 11:03!!!!!! Entendeu? Eu não.

É nosso 4º ou 5º passaporte. Cheguei ao local pontualmente. A atendente pede os documento de minha mulher. A comprovação da última eleição (só no Brasil!)? Tá aqui. O passaporte atual? Tá aqui. A Carteira de Identidade (pra quê, se acabamos de entregar um Passaporte ainda válido!!!??? Quer dizer que o passaporte não é um documento válido para, com base nele, a Polícia Federal emitir outro?)? Mas tá aqui. O comprovante de pagamento da taxa? Tá aqui. E a Certidão de Casamento? Certidão de casamento? Pra quê? Por quê?  "Porque ela mudou de nome". Depois de passados 44 anos e 4 Passaportes!?

Seguinte: 

1) Sumiram com o banco de dados da Polícia Federal? Será que a PF precisa investigar a PF?

2) Ok, a exigência é porque minha mulher mudou de nome, mas ela acaba de apresentar uma Carteira de Identidade com o nome de casada!!! A PF, órgão do governo, não confia no órgão do governo que emitiu a Carteira de Identidade!!!???

Alguém sabe algo que eu não sei que justifique a provação da prova da mudança de nome?










terça-feira, 7 de junho de 2016

LÂMPADA QUEIMADA

No meio da minha rua tinha um poste.
Tinha um poste no meio da minha rua.


A poesia acaba aí, pois a prefeitura de Petrópolis não tem nem inspiração nem sensibilidade para trocar a lâmpada queimada da luminária no poste da via pública. Não é problema para o qual ela dê prioridade. Então, deixa por conta do cidadão reclamar.

Ok, o cidadão aceita, até acha que é mais lógico. Vem na linha do "administração participativa". Mas... a buRRocracia petropolitana, não quer que seja uma coisa simples. Não basta um telefonema, ou, mais modernamente, um "whatsapp", um "emeio". Ela requer um... requerimento, em duas vias, entregue, evidentemente, em uma repartição, depois que o tal "cidadão participativo" enfrente uma fila de uma hora, para dar entrada no documento que seguirá para alguma instância da administração para que a pertinência e relevância do requerido seja julgada procedente. Em assim sendo, um ofício do secretário de obras será enviado à repartição que cuida da logística dos reparos da iluminação das vias  públicas, solicitando que seja providenciado o atendimento à solicitação do... "cidadão participativo". 

Vejam:





domingo, 5 de junho de 2016

UMA ESQUERDA CAPITALISTA!!!!

Em Como a Nova Zelância reduziu o estado... você vai se surpreender com como um país dominado pela filosofia de que todo cidadão é um incompetente e precisa da proteção geral de um estado mastodôntico, se transforma quando um novo grupo político (dito de esquerda) assume o poder e passa a adotar uma filosofia diametralmente oposta.

No interesse deste blog, reproduzo tão somente as falas finais da palestra "Reduzindo o governo: Lições da Nova Zelândia", proferida por Maurice P. NcTigue, que foi Ministro durante o processo de transformação.


"Deixem-me compartilhar uma última história: o Ministério dos Transportes veio até nós um dia para nos dizer que tinham de aumentar as taxas para as carteiras de habilitação. Quando perguntamos o porquê, eles disseram que os custos para renovar uma carteira não estavam sendo totalmente cobertos pelas taxas vigentes.  Então perguntamos por que o governo deveria estar envolvido nesse tipo de atividade.  Os funcionários do Ministério dos Transportes claramente pensaram que essa era uma pergunta muito idiota. "Todos precisam de uma carteira de habilitação", disseram eles.

E então respondi que recebi a minha quando tinha 15 anos, e ainda perguntei: "Como é que emitir uma nova carteira testa a competência do condutor?".  Demos a eles dez dias para pensar sobre isso.

Em um determinado dia, eles disseram que a polícia precisa das carteiras de habilitação para fins de identificação. Respondemos que este era o propósito de uma carteira de identidade, não de uma carteira de habilitação.

Finalmente, eles admitiram que não conseguiram encontrar uma boa razão para o que estavam fazendo — por isso, extinguimos todo o processo.

Agora, uma carteira de habilitação é válida até a pessoa fazer 74 anos, data após a qual deve fazer um teste médico anual para garantir que ainda é competente para dirigir. Assim, não apenas não precisávamos de novas taxas, como ainda eliminamos todo um órgão estatal.

Isto é o que eu quero dizer quando exorto a "pensar de forma diferente sobre o governo". É nesta direção que um governo tem de se mover."


terça-feira, 15 de março de 2016